Mostrando postagens com marcador jornalzinho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador jornalzinho. Mostrar todas as postagens

sábado, 18 de julho de 2009

PessoAtiva - Primeiro texto.


Em 2006, ainda escrevendo para o jornalzinho da empresa em que eu trabalhava, tive um desafio: trazer novas ideias e desfazer ao máximo as fronteiras entre o pessoal da produção e da administração. Geralmente as pessoas só se conheciam lá na empresa mesmo, então, juntamente com um amigo resolvi criar uma seção que falasse um pouco da vida dos colaboradores fora da empresa. Ele topou e foi minha primeira cobaia. O nome escolhido para a seção foi PessoAtiva. Tiago e seus trocadilhos hehehe! O designer Carlos Alberto (http://www.queco.com.br/) fez essa caricatura bem legal. Espero que também gostem do texto.


PessoAtiva - Natanael
Não só de trabalho vive uma pessoa. É verdade que passamos a maior parte do nosso tempo dentro da empresa, mas é importante aproveitarmos as horas vagas. É por isso que a partir de agora mostraremos nossos colaboradores em atividades um tanto quanto especiais, e que fazem disso um diferencial.

Nossa primeira é o Natanael.

Além de trabalhar no Departamento Financeiro e estudar mecânica, Natanael também é saxofonista na igreja onde freqüenta. Quando ele era mais novo, chegou a ganhar um violino de presente, mas o som do instrumento não o agradava, daí decidiu seguir os passos de seu pai e de seu irmão, ambos saxofonistas. “A paixão pelo instrumento foi instantânea”, confessa nosso amigo. Mesmo com toda a dificuldade em aprender a tocar esse instrumento tão difícil, Natanael sempre contou com o incentivo da família e dos amigos. “Meus amigos tocam vários tipos de instrumentos, mas os mais próximos que eram amigos do meu irmão me incentivaram a tocar sax. Meu irmão, mesmo tocando outros instrumentos, sempre me incentivou. Ele falava que era mais aminha cara...”. Como tudo que é bom na vida deve ser conquistado com esforço, Natanael nos cita quatro fases que precisa passar: “Depois de algum tempo estudando, dependendo do seu desempenho, vem a 1ª fase: a pessoa começa a tocar nos ensaios musicais. 2ª fase: reuniões de jovens e menores. 3ª fase: é para tocar nos cultos oficiais. A 4ª fase é a oficialização este teste é rigoroso e o último de todos. Se a pessoa passar, pode tocar em qualquer parte do mundo.

Com apenas um ano e meio tocando, nosso amigo justifica de onde vem tanta inspiração: Seu irmão Elias, Kenny G, Leo Galdeman e André Vasconcelos. Seu professor é um moço experiente: estudou na ULM (Universidade Livre de Música), toca na Banda do Exército, na Banda de Jovens de São Paulo, tem aulas com um músico da Osesp (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo). Atualmente o professor faz faculdade de música da UNESP e já tocou em vários eventos. Com isso, ensina várias técnicas para tirar um belo som. Nosso amigo nos diz que “mesmo tendo aula com uma pessoa experiente e profissional, não basta para se superar. É essencial que se tenha disciplina, esforço e muita garra! Esta é uma barreira que eu vou tentar superar neste segundo semestre”.

Natanael é uma PessoAtiva. Você também é? Então não perca tempo e conte-nos o seu diferencial. Sua história poderá ser compartilhada aqui!

sexta-feira, 17 de julho de 2009

2005, no meu carro.

Escrevi esse texto no final de 2005 para o jornalzinho da empresa em que eu trabalhava. O texto nunca chegou a ser publicado, mas enfim encontrei um espaço adequado. Apesar de ser de 2005, ele é altamente aplicável à atualidade. Espero que gostem!

2005, NO MEU CARRO.

Por muitas vezes, nesse ano, pensei o quanto o ser humano é egoísta, mas vi um colega de trabalho andando a pé na rua e fingi que não o vi, para não dar carona.
Indignei-me com a situação das crianças que passam fome e que têm de trabalhar, mas fechava o vidro toda vez que uma se aproximava.
Achava errada a mania de julgar, mas tinha uma opinião generalizada sobre as mães dessas crianças: um bando de exploradoras! Quem me provou isso?
Não entendia como se morria tanto por motivos fúteis, mas um dia vi a morte passar perto, quando levei uma fechada e fui tirar satisfações. A pessoa estava armada.
Ao mesmo tempo não entendia como poderia haver pessoas daquele tipo, que promoviam a violência banalmente, mas em uma outra fechada, vi que se tratava de uma mulher. Quase a agredi.
Ouvia no rádio quase o tempo todo notícias sobre corrupção e ficava furioso, mas um dia “molhei” a mão de um policial rodoviário que queria me multar por excesso de velocidade. Após a “caixinha”, até tapinha nas costas ganhei.
Sempre achei errada essa história de nepotismo, mas só consegui licenciar meu carro, que estava irregular, porque meu irmão é o inspetor.
Na longa caminhada que percorri nesse ano, percebi que havia algo de errado: eu apontava os problemas que me indignavam, mas não fui capaz se sequer olhar para mim mesmo no retrovisor, que sempre aponta para os outros.
Espero que no ano que vem, meus conceitos mudem, para que não seja necessário, mais uma vez, andar na contra mão do caráter nem passar reto na curva da percepção.